Apresentação

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Conheça nosso atlas ambiental

O ATLAS AMBIENTAL ESCOLAR DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP, BRASIL, é o resultado de um trabalho coletivo envolvendo profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

A principal proposta do Atlas Ambiental é mostrar à comunidade prudentina e demais interessados, formas diferentes de compreensão do uso e ocupação do solo urbano e rural do município, não somente nos aspectos de densidade populacional, mas em qualidade de serviços e equipamentos coletivos. Este processo histórico de produção do espaço geográfico urbano e rural transformou as paisagens do município gerando alterações socioambientais, tais como: impactos hidrológicos, morfológicos, climáticos, biogeográficos, socioeconômicos e culturais.

Estes problemas são abordados no presente Atlas Ambiental, procurando mostrar uma análise integrada da realidade local, com uma linguagem de fácil compreensão, especialmente para os estudantes da educação básica (fundamental e média) com fins pedagógicos.

Neste sentido, entende-se que a concepção ambiental que integra aspectos históricos, físicos, sociais e culturais, para uma compreensão conjunta do ambiente de Presidente Prudente-SP, Brasil na forma de um atlas ambiental, torna-se um importante recurso de apoio pedagógico, de gestão e planejamento do espaço geográfico.

A organização dos dados socioambientais do município em um Atlas Ambiental Escolar, no formato digital, contribuirá para a análise integrada dos dados supracitados, bem como das condições ambientais atuais do município e para o desenvolvimento de práticas educativas voltadas para o estudo local. Assim, o atlas pode ser um importante mecanismo de sensibilização, chamada à corresponsabilidade para com o ambiente, bem como potencializador de processos de Educação Ambiental (EA).

A EA requer uma formação ampla, ou seja, um processo que dê subsídios aos sujeitos (homens e mulheres) para a compreensão das interações entre a sociedade e a natureza de forma a intervirem nos problemas e conflitos ambientais. Para isso engloba as dimensões cognitiva, metodológica, afetiva (aí se inclui a ética e a estética, as relações inter e intrapessoais) e as demais esferas que envolvem a cidadania. Neste sentido, através do Atlas Ambiental, busca-se encontrar caminhos que possam construir espaços de diálogo que irão contribuir para a compreensão menos superficial da realidade, e que possam colaborar para o educando se reconhecer na sua cidade e município, sentir-se nele pertencente e, com isso, ser capaz de criar novas possibilidades de ser e agir no seu espaço vivido.

Para isso, através do Atlas Ambiental é possível realizar um trabalho que promova a compreensão da ambiência do aluno, e da escola inserida no seu espaço de vivência, bem como as relações sociais nela estabelecidas, que muitas vezes, configura-se numa paisagem fragmentada e ambientalmente insustentável.

Neste processo, o Atlas Ambiental é a expressão destas relações sociais que ao serem compreendidas pelo aluno, poderão servir de instrumento para que ele construa a dimensão política necessária à intervenção na sua própria realidade. Por isso, o professor necessita de diferentes mecanismos de abordagem e propostas pedagógicas para que haja construção, pelo aluno, do conhecimento necessário à compreensão do seu ambiente.

Defende-se que o Atlas Ambiental, como um trabalho pedagógico baseado nestes princípios, deve considerar as questões socioambientais locais como recorte temático e espacial de pesquisa e ação, no qual os educandos ao reconhecer os problemas do seu espaço vivido, poderão, juntamente com seu professor e comunidade, buscar alternativas de ação no e para o ambiente de qualidade.

Os atlas escolares municipais têm sido defendidos no Brasil. Segundo Le Sann (2001) houve um grande desenvolvimento tecnológico nos últimos anos que permitiu a proposição de procedimentos teórico-metodológicos, incorporando os sistemas digitais e, ao mesmo tempo, ampliando as possibilidades de construção de atlas para estudos locais.

Porém, ainda é um desafio estabelecer bancos de dados que integrem escalas diferentes e linguagens diversas (dados espaciais e alfanuméricos), para atendimento ao usuário da educação básica. É necessário adequar a comunicação visual aos conteúdos propostos. No que diz respeito aos atlas digitais, Barros et.al. (2006, p.13), afirma que:

Os atlas digitais são ferramentas extremamente úteis para os propósitos de estudo e planejamento, por reunirem um extenso conjunto de informações, dados, imagens e textos, sobre o território, permitindo rapidez na obtenção de dados que auxiliam no planejamento e na solução de problemas da organização espacial. Consultas a um atlas digital, possibilitam a obtenção de informações valiosas a respeito de aspectos sociais, econômicos e ambientais. Por meio dos atlas digitais, a cartografia que sempre contribuiu para a visualização das distribuições de fenômenos geográficos, vem utilizando as novas tecnologias em conjunto com a cognição e a comunicação cartográfica, contribuindo para o conhecimento, planejamento e gestão urbana.

Considerando o exposto, tanto em integrar os diferentes aspectos do município de Presidente Prudente-SP, Brasil, numa única base de dados, bem como, em produzir uma linguagem adequada aos objetivos propostos, ao longo da pesquisa de elaboração do Atlas Ambiental, partimos como ponto central de reflexão o seguinte questionamento:

Os processos físicos/Bióticos, históricos, sociais, econômicos, políticos e culturais, ao alterarem o espaço geográfico do município de Presidente Prudente-SP, Brasil, possibilitaram a produção de vários cenários socioambientais. Neste aspecto é possível espacializá-los cartograficamente em formato de um Atlas Ambiental?

Entendemos que, a partir da formação histórica destes cenários, foi possível integrar numa única base de dados, informações espaciais e alfanuméricas, gráficos e imagens, que podem contribuir para a compreensão das diferentes dinâmicas naturais e sociais que formam os ambientes do município de Presidente Prudente-SP, Brasil; Neste aspecto, o ATLAS AMBIENTAL ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP, BRASIL, contribuirá para a Educação Ambiental, e, principalmente, na organização de uma linguagem visual e pedagógica, que atenda aos diferentes níveis de ensino (fundamental e médio).

Os autores

  Referências Bibliográficas

LE SANN, J. Do lápis à internet: reflexões sobre mudanças teórico-metodológicas na elaboração de atlas escolares municipais. In: COLÓQUIO de Cartografia para Escolares, 4., Fórum Latino-Americano, 1., 2001, Maringá. Boletim de Geografia, Maringá, v. 19, n. 2, p.130-138, 2001 MAACK, R. Geografia Física do Estado do Paraná. 3. ed.Curitiba: Imprensa Oficial, 2002.

BARROS, M.V.F. [et AL.]. Atlas Digital Urbano Ambiental de Londrina. Relatório final Projeto nº 22539/03 - PROPPG/UEL. 204/03 - Fundação Araucária. LONDRINA, 2006. 205p.


Por que fizemos o atlas ambiental?

A principal motivação para elaboração do atlas ambiental foi investigar as condições socioambientais existentes ao longo da história do município de Presidente Prudente, a fim de produzir um documento escolar local, de caráter científico e pedagógico, em formato digital, que contribua com o planejamento, gestão e educação ambiental para o município de Presidente Prudente-SP, Brasil.

Neste sentido, para a construção coletiva do atlas ambiental foi necessária a realização de vários trabalhos, sendo eles:

  • Elaboração de mapas temáticos ambientais de Presidente Prudente, na escala do município, com destaque para o de Hipsometria, Declividade, Hidrografia, Solos, Clima, Geologia, Geomorfologia, Cobertura Vegetal, Uso e Ocupação da Terra, Fragilidade, Vulnerabilidade, riscos ambientais entre outros;

  • Registros fotográficos e produção de textos analíticos sobre as condições socioambientais de Presidente Prudente, na escala municipal, compreendendo aspectos urbanos e rurais.

  • Por fim, a produção de material pedagógico para fins de educação formal e ambiental, disponibilizando no link institucional - http://www.fct.unesp.br/atlasambiental, no formato digital, bem como textos analíticos, com vistas a consulta dos educadores e demais pessoas interessadas no conteúdo disponibilizado.

Durante todo o processo de construção do atlas ambiental teve-se as seguintes etapas como metas:

Metas Etapas
1 Organização de banco de dados sobre o município de Presidente Prudente-SP, Brasil 1 Catalogação de dados bibliográficos do município de Presidente Prudente
2 Levantamento e catalogação de dados cartográficos
3 Levantamento fotográfico e de documentos históricos
4 Definição do modelo do banco de dados georreferenciado
5 Reuniões presenciais
2 Entrada, manipulação e atualização de banco de dados georreferenciado 1 Entrada de dados sobre o ambiente físico do município de Presidente Prudente
2 Manipulação dos dados em ambiente Sistema de Informações Geográficos (SIG)
3 Entrada de dados socioeconômicos do município de Presidente Prudente
4 Atualização de dados em ambiente Sistema de Informações Geográficos
5 Coleta de dados com Sistema de Posicionamento Global (GPS)
6 Elaboração de base cartográfica para o programa ArcGIS 10.5
3 Levantamento de fontes orais e
Registro fotográfico
1 Entrevista com representantes órgãos públicos e privados relacionados a temática da pesquisa
2 Entrevistas com moradores antigos
3 Registros fotográficos
4 Colóquio do Grupo de Pesquisa 1 Participação em evento científico
2 Oficina de técnicas para mapeamento temático
3 Discussões sobre linguagem e designer gráfico do atlas ambiental para a educação fundamental e média
5 Elaboração do atlas ambiental 1 Organização do Sistema de Informações Geográfico de implementação
2 Conferência de dados em campo
3 Revisão do Sistema de Informações Geográfico do atlas ambiental
4 Disponibilização do ATLAS AMBIENTAL ESCOLAR DE PRESIDENTE PRUDENTE, SP-BRASIL no site www.fct.unesp.br/atlasambiental


Como elaboramos o atlas ambiental?

A elaboração dos Atlas Ambiental fundamentou-se nos princípios da análise ambiental integrada. Os estudos integrados de um determinado território pressupõem o entendimento da dinâmica de funcionamento do ambiente natural com e sem a intervenção das ações humanas. (ROSS, 1995). São, portanto, estudos de uma porção da paisagem, cujo objetivo é conhecer as diferentes partes que a compõe e de suas respectivas relações. Desse modo, fez-se o levantamento e análise das características geológicas, do relevo, dos solos, da rede fluvial, do clima, da vegetação natural, das áreas e espécies de cultivos, da estrutura e malha urbana, da história local e de aspectos socioeconômicos.

De acordo com Ross (1995),

Assim sendo, são pressupostos da pesquisa ambiental em geografia, ter como objeto de análise as sociedades humanas com seus modos de produção, consumo, padrões socioculturais e o modo como se apropriam dos recursos naturais e como tratam a natureza.

(...) Deste modo, o entendimento holístico no plano socioeconômico e ambiental de uma sociedade que vive em um determinado lugar, necessita um profundo conhecimento de sua história, de seus padrões culturais, dinâmica socioeconômica atual, de seus vínculos com o “mundo externo”, dos seus recursos naturais/ambientais disponíveis e do modo como trata estes recursos (o ambiente), (p.66)

Ainda segundo o autor, “é necessário pensar-se no todo (o natural e o social) e de que modo esse todo se manifesta na realidade” (p. 66)

Diante do exposto, optou-se pela abordagem sistêmica nos estudos ambientais ou análises ambientais integradas para a compreensão das diferentes temáticas abordadas no Atlas Ambiental. Desse modo, considerou-se o espaço geográfico do município de Presidente Prudente-SP, Brasil como um sistema interligado. Assim, identificou-se diferentes subsistemas envolvidos e, em cada um deles, seus componentes, sendo eles:

  • Subsistema Meio Físico/Biotico: Composto pelos aspectos da Geologia, Relevo, Clima, Solos, Hidrografia e Cobertura Vegetal;

  • Subsistema Formação Socioespacial: Composto pelo Uso e Cobertura da Terra; Histórico do município e configurações dos espaços urbano e rural;

  • Subsistema Dados e Indicadores Demográficos e Sociais: Composto pela Geografia da População e Indicadores socioespaciais;

  • Subsistema Síntese Ambiental: Composto pelo Saneamento Básico (Tratamento de Água, Tratamento de Esgoto e Resíduos Sólidos Urbanos); Áreas Verdes Urbanas (da cidade de Presidente Prudente e dos Distritos Urbanos de Montalvão, Floresta do Sul, Eneida e Ameliópolis); Fragilidade, Vulnerabilidade e Riscos; Derivações Ambientais (Ilhas de Calor, Depósitos Tecnogênicos, Hidrografia Urbana e Biosfera: Fauna e Ameaças a Saúde Pública).

Para elaboração das análises ambientais integradas, optou-se pelo procedimento metodológico-operacional “Multitemático”.

Pesquisas ambientais multitemáticas são bastante verticalizadas e demandam a produção de diversos produtos cartográficos temáticos de características analíticas e de síntese.

Os produtos temáticos analíticos correspondem àqueles que tratam setorizadamente temas da natureza abrangendo os campos disciplinares da geologia, geomorfologia, pedologia, climatologia, recursos hídricos, fauna e flora - e da sociedade, envolvendo temas da história da ocupação da área, da demografia, condições de vida, uso da terra, economia, legislação, estrutura do espaço regional e urbano, dentre outros. Cada um desses temas teve seu objeto próprio, sua concepção teórica, metodológica e técnico-operacional (ROSS, 1995).

Quanto ao Atlas Ambiental, seus conteúdos foram contemplados de forma à integrar as informações pesquisadas nos temas das disciplinas especializadas.

A metodologia utilizada nesta pesquisa envolveu atividades em Gabinete e em Campo, como segue:

O trabalho em gabinete consistiu em:

a) Organização da produção científica dos temas relacionados ao ambiente de Presidente Prudente-SP, catalogando-os;

b) Atualização e manipulação de banco de dados georreferenciados em ambiente, administrando tanto dados vetoriais como matriciais, realizando a integração dos dados de Sensoriamento Remoto num Sistema de Informações Geográfico. Para alimentar o banco de dados dispor-se de: Imagens de satélite ALOS PRIMS; Imagens de satélite CBERS resolução 20x20; Base Cartográfica Digital com dados planimétricos do Município de Presidente Prudente na escala 1:10.000 (cedidos pela Prefeitura Municipal de Presidente Prudente); Carta Topográfica Analógica de Presidente Prudente na escala de 1:50.000 (IBGE); Fotografias aéreas analógicas do município de Presidente Prudente na escala 1: 25.000 de 1962 e 1995; e Ortofotos digitais da cidade de Presidente Prudente na escala 1:20.000 de 2003 e 1:8.000 de 2013;

c) Parte da base de dados para Cartografia Digital, foi elaborada no software ArcGIS 10.5. Este Software permite a manipulação de dados socioeconômicos e ambientais.

As atividades de campo consistiram em:

a) Entrevistas com sujeitos sociais envolvidos na construção da história ambiental do município, pesquisadores e representantes dos órgãos públicos ou privados, diretamente envolvidos com a temática;

b) Trabalho de campo com os pesquisadores participantes do projeto, para conhecimento das paisagem do município de Presidente Prudente, SP;

c) Registro fotográfico da paisagem de Presidente Prudente;

c) Coleta de pontos em GPS (Global Position System) para conferência e cruzamento de dados em ambiente SIG.

Em relação à pesquisa da história ambiental do município, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas (TRIVIÑOS, 1987; MANZINI, 2003) com moradores antigos da área urbana da cidade de Presidente Prudente e dos Distritos Urbanos de Montalvão, Floresta do Sul, Eneida e Ameliópolis, com roteiros de perguntas previamente elaborados, a fim de obter relatos sobre a dinâmica de modificações na paisagem e suas percepções. A pesquisa contou também com consultas em arquivos fotográficos e acervos de notícias dos jornais locais, bem como acesso a biblioteca municipal e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista.

O desenvolvimento do site

O desenvolvimento do site foi dividido em cliente e servidor. Primeiramente teve-se o foco no desenvolvimento servidor (back-end) para armazenar e gerenciar todos os dados coletados de forma estruturado e padronizado seguindo a arquitetura de navegação como base, utilizando o SQLite para implementar o banco de dados juntamente com Django. Em seguida, o desenvolvimento cliente (front-end), diferente do primeiro, onde o foco é no gerenciamento de dados, aqui o foco é na interface que irá interagir com o usuário, se preocupando com a experiência do usuário, tendências do mercado, a visualização de todos os dados coletados de uma forma intuitivo e organizado. Essa frente, envolve muito a parte "artística" e "criativa".

Produção multimídia

Em relação a parte gráfica ....Mario...

Por fim, o ATLAS AMBIENTAL ESCOLAR DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP, BRASIL desenvolveu-se o seguinte modelo de navegação (Figura 1).

Imagem do modelo de navegação.

  Referências Bibliográficas

MANZINI, E.J. Considerações sobre a elaboração de roteiro para entrevista semi-estruturada. In: MARQUEZINE: M. C.; ALMEIDA, M. A.; OMOTE; S. (Orgs.) Colóquios sobre pesquisa em Educação Especial. Londrina: Eduel, 2003. p.11-25.

ROSS, J.L.S. Análise e síntese na abordagem geográfica da pesquisa para o planejamento ambiental. São Paulo. Revista do Departamento de Geografia, v.9, 1995.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.


Aplicativos



coordenador

João Osvaldo Rodrigues Nunes
Professor Adjunto Livre Docente
  Coordenador
Isabel Cristina Moroz-Caccia Gouveia
Professora Assistente Doutora
Sub-Coordenador
José Mariano Caccia Gouveia
Professor Assistente Doutor
Sub-Coordenador
Jurandyr Luciano Sanches Ross
Professor Titular
  Colaborador Externo


Desenvolvedores

Haroldo Shigueaki Teruya
Graduando em Ciência da Computação
Ronaldo Celso Messias Correia
Professor Assistente Doutor

Produtores Multimídia

Frênesis Studio
Animações, Vídeos e Ilustrações
Mario Augusto Maldonado
Produtor Audiovisual